Mulher é resgatada viva após 35 horas sob escombros de terremoto na Colômbia

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Resgate mobilizou voluntários e bombeiros no Eixo Cafeteiro

Um resgate dramático trouxe alívio em meio à tragédia que atinge o Eixo Cafeteiro da Colômbia. Sob aplausos e gritos de comemoração, Daniela Largo, de 32 anos, foi retirada com vida na noite de terça-feira após passar mais de 35 horas sob as ruínas de um hotel que desabou em Pereira. O salvamento ocorreu após um vizinho ouvir seus pedidos de socorro e alertar as equipes de emergência, renovando as esperanças das brigadas que buscam sobreviventes do terremoto mais forte registrado no país neste século.

sismo de magnitude 7,4, ocorrido na manhã de segunda-feira com epicentro em San José del Palmar (Chocó), destruiu quadras inteiras e deixou rastro de devastação. As autoridades revisaram o balanço oficial de vítimas para 216 mortos, após correções nos dados divulgados pelo governo do departamento de Valle del Cauca e pela prefeitura de Cali.

Cidades no escuro e hospitais na calçada

Cali e Pereira figuram como os municípios mais atingidos. Em Pereira, segundo ponto com maior número de vítimas (72 mortos), a maioria dos 480 mil moradores enfrenta desabastecimento de energia elétrica, alimentos e água engarrafada. Com receio de novos tremores secundários ou por terem perdido suas casas, milhares de famílias dormem ao relento e em abrigos improvisados montados em parques públicos.

A infraestrutura local sofreu severos danos: hospitais afetados precisaram improvisar atendimentos em calçadas, aulas foram suspensas e seis aeroportos registraram impactos — dos quais dois permanecem fechados para voos comerciais.

Mobilização comunitária e estado de emergência

A operação de resgate reúne bombeiros, voluntários, cães farejadores e máquinas pesadas. Em meio ao cenário de destruição, moradores formam correntes humanas para remover escombros com as mãos, pás e picaretas. A escuta atenta a pequenos sinais de vida, como assobios sob as ruínas, já permitiu o resgate de outros sobreviventes, incluindo um homem e seu neto recém-nascido.

O presidente Abelardo de la Espriella, que assumiu o cargo em 7 de agosto, decretou estado de emergência nacional, visitou as áreas atingidas e prometeu auxílio financeiro e subsídios de moradia aos desalojados. O desastre evoca a tragédia do terremoto de 1999 na mesma região, que deixou cerca de 1,2 mil mortos. A comunidade internacional começou a enviar apoio: o governo dos Estados Unidos anunciou a liberação de US$ 15,5 milhões, enquanto a União Europeia destinou 2 milhões de euros para as ações de emergência.

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